Nascido em Santa Maria, Valter Antonio Noal Filho é graduado pela UFSM em Comunicação Visual e pesquisador de literatura de viagem sul-rio-grandense. Patrono da 45ª Feira do Livro de Santa Maria, lançará livro pela Editora UFSM no dia 09 de maio na Feira, concedeu entrevista a Editora acerca de suas obras e carreira.


Editora UFSM: Como se sente em ser patrono da Feira do Livro na cidade em que nasceu e construiu sua carreira?

Valter Noal Filho: Muito satisfeito e grato por me atribuírem tal responsabilidade, justamente neste evento que tanto prezo e que frequento há muito.


Editora UFSM: O seu primeiro livro “Santa Maria: relatos e impressões de viagem” nasceu de sua curiosidade sobre o passado de Santa Maria. Podemos dizer que “Santa Maria: o passado pitoresco, em prosa fluida!” também?

Valter: Sim, todos os meus livros, exceto “Os viajantes olham Porto Alegre” tem como origem essa motivação. No caso do primeiro, a iniciativa de fazê-lo foi especialmente para que não passasse despercebido o bicentenário da chegada dos demarcadores de limites entre terras espanholas e portuguesas em 1797, marco inicial do povoamento definitivo de Santa Maria. O preparo de “Santa Maria: o passado pitoresco, em prosa fluida!” se deve à vontade de retirar do esquecimento tão valioso conteúdo.


Editora UFSM: O que o motiva a pesquisar sobre Santa Maria tantas vezes?

Valter: Além da curiosidade e do intenso prazer que sinto ao investigar o tema, ocorre comigo o que se passa com muitas pessoas, que, na medida em que se aprofundam em busca de um conhecimento, compreendem que há muito mais a conhecer. Aliás, que tal investigação é ilimitada.

 

Editora UFSM: Na sua opinião, o que falta para Santa Maria valorizar mais os seus escritores do passado, como Romeu Beltrão e Felippe D'Oliveira?

Valter: Sobretudo, conhecer as suas obras.


Editora UFSM: A partir das suas pesquisas sobre a memória sul-rio-grandense, você já pensou em escrever a sua própria narrativa sobre a história de Santa Maria, a fim de fomentar o interesse do santa-mariense pela história da sua cidade?

Valter: Não. Esse é assunto para os historiadores. De minha parte, pretendo continuar trilhando os caminhos que conheço, embora, vez ou outra, torna-se desafiador desviar um pouco do que está posto e planejado. Essa, para mim, é a graça de viver!