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Lá eramos servos, aqui somos senhores

A organização dos imigrantes italianos na ex-colônia de Silveira Martins (1877-1914)

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Disponível: Em estoque

R$35,00

Descrição Rápida

A narrativa, feita por uma descendente italiana, traz a organização dos imigrantes italianos na ex-colônia Silveira Martins, durante o período de 1877-1914. A partir de 1877, os imigrantes italianos que se estabelecerem na ex-Colônia Silveira Martins, no centro do Rio Grande do Sul, buscavam a tão sonhada liberdade para organizar um mundo segundo suas vontades, costumes e valores.

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Detalhes

Muitos imigrantes haviam fugido das dificuldades socioeconômicas na Itália, por isso, nas regiões coloniais, não aceitariam viver sob regras que os lembrassem daquilo a que estavam submetidos na velha pátria ou que recordassem os sofrimentos lá vividos. Os protestos da população contra os que tentavam restringir sua liberdade, exigindo o cumprimento de certas leis e regras, relacionavam-se à negação, por parte dos colonos, em se submeterem aos que agiam como seus antigos “senhores”. O livro mostra a busca de independência e sobrevivência realizada pelos imigrantes e os desafios aos quais foram submetidos nessa busca.

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Título Lá eramos servos, aqui somos senhores
Subtítulo A organização dos imigrantes italianos na ex-colônia de Silveira Martins (1877-1914)
Autor(es) Maíra Ines Ventrame
Editora/Selo Editora UFSM
Assunto Principal Política; história, imigração italiana, religião, italianos, quarta colônia de imigração italiana, Rio Grande do Sul
Assunto Secundário Não
Origem do Livro (Nacional/Importado) Nacional
Coleção Não
Número de Páginas 322 Pág.
Número da Edição
Ano da Edição 2007
ISBN 9788573910933
Código de Barras 9788573910933
Faixa Etária Graduação, pós graduação e outros.
Idioma PortuguÊs
Número do Volume ou Tomo Único
Classificação Fiscal (ncm) 49019900

Siglas

Prefácio

Apresentação

Introdução

 

1 Em busca de “liberdade espiritual”

1.1 “De forma alguma reconheceremos o pároco da Freguesia de Santo Antônio como nosso legítimo pastor”: os imigrantes em busca de independência

1.1.1 “Esta Capela está sob a proteção de São Francisco e é nossa propriedade”: os imigrantes desafiam o representante da Igreja

1.1.2 “A nossa fortuna”: a chegada dos padres palotinos

1.1.3 “Espera que te dou um tiro”: os conflitos que abalavam a Missão - Novo Treviso

1.1.4 “Refúgio de todos os pecadores”: a revolta da população de Dona Francisca

1.2. “Num canto do armazém, erigiram um pequeno altar móvel (...)”: o espaço sagrado e as necessidades profanas  

  1.2.1 “O povo todo se reunia ao redor de uma rústica cruz de madeira”: a vivência dos sacramentos e suas crenças paralelas

 

2 A missão civilizadora

2.1 “Enquanto isso, reinavam as divergências e os bate-bocas”: conflitos entre comunidades

2.1.1 “Ninguém mais meterá o bastão da resistência na roda de sua expansão colonial religiosa”: a morte do padre Antônio Sório

2.2 “Aqui somos todos italianos”: o sentimento de italianidade

2.3 “(...) e Silveira Martins tornara-se, pois, de má fama”: a sede da ex-Colônia e suas particularidades

2.4 “O papel civilizador do clero católico”: os missionários palotinos

 

3 “Viva l’américa, morte ai patroni”

3.1 “A onda revolucionária que se agita na ex-Colônia Silveira Martins”: os colonos “anárquicos” de Vale Vêneto

3.1.1 “(...) todos os de Vale Vêneto pedimos para pertencermos a Cachoeira”: novas reivindicações dos imigrantes

3.2 “(...) uma Colônia constituída por homens ignorantes e prevenidos, como são a maior parte dos colonos”: os imigrantes e os diretores

3.3 “Um sistema de colonização de eficácia historicamente verificada”: os benefícios concedidos aos imigrantes

3.4 “Aqui minha autoridade não existe, estando todos entregues a si”: a Colônia sem lei

3.5 “(...) mas pondere V. Ex. que não tem ela [ex-Colônia] pessoal idôneo para exercer semelhantes cargos”: a busca frustrada pela emancipação política

3.6 “A abertura dessa estrada é um dano que se faz a essa população, porque a estrada não é necessária”:

o problema das estradas

3.7 “(...) cem pessoas, armadas de pistolas, espingardas de caça e de facão, dirigiram-se para a casa da subdelegacia (...)”: a resistência ao alistamento militar

 

4 Médicos do corpo e da alma

4.1 “Costumes dos italianos”: os padres palotinos frente às crenças dos imigrantes

4.1.1 “Encontrei em todas as famílias objetos que eu tive que benzer”: a importância das bênçãos

4.2 “Infelizmente havia a crença entre os colonos que certas mulheres velhas eram bruxas (...)”: bruxas e feiticeiras

4.3 “(...) muitos correm para certos charlatões e doutores milagrentos”: sacerdotes versus curandeiros disputando o controle do sobrenatural

4.4 “os frades (...) distribuíam pílulas, pomadas de Santa Maria e Santa Theresa e óleo de Santa Brígida”: médicos do corpo e da alma

4.4.1 “O tal de Luiz se vê perseguido por três demônios pretos”: exorcistas e demônios entre os imigrantes

4.5 “(...) o povo embrutecido o julgam um segundo Messias”: as autoridades e a condenação das atividades dos curandeiros

 

Considerações finais

Anexos

Anexo A – Sacramento da extrema-unção

Anexo B – Ritual de exorcismo