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Ricos & Malandros

Esta obra, pois, trata desse lado nada romântico e ainda pouco explorado da estratificação social que se trata: o "topo" da pirâmide, refúgio da elite e seus endinheirados e pedaço desprendido da vida e da realidade brasileiras. Afinal, o modo e o campo de atuação dos ricos são relativizados, como se abstrações sociológicas, como se  desconectados do desenho institucional e das construções ideológicas que mantêm e promovem seus privilégios e interesses, vetores impeditivos da construção de outra sociabilidade. É, portanto, a partir do conhecimento desta classe e das suas ideias e ações que se revelam os caminhos para compreender e enfrentar o mais grave  problema nacional – a desigualdade como clímax da lógica do capitalismo –, agora com outro foco e sob outros holofotes, luzes para a luta política e as experimentações  concretas que despertem a transformação da sociedade brasileira.


Rodrigo Gava é Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (2018) e Mestre em Direito pela Universidade de Coimbra (2006). É advogado, atua nas áreas do direito administrativo e econômico, mora no Rio de Janeiro/RJ. Autor de Ricos & Mendazes (Almedina, 2008) e do blog À Sombra da Mangueira Imortal.

Ebook
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Descrição

Há muito se especula o universo da malandragem e a sua incorporação na identidade brasileira.
Com raiz no hibridismo sociocultural da nossa gente, o seu sentido residia num gênero controverso em cujo espaço gravitava ora traços marginais que beiravam o ilegal, ora a presença lúdica que tocava o imoral. A sua imagem, então, firmava-se na ginga maliciosa do viver entre as lacunas e as contextualizações das regras e das leis, com uma vida avulsa de anti-herói, mas também como resistência negra à exploração de um país que se modernizava.
Agora, se na dinâmica social faz-se o epitáfio desta malandragem, outra se pronuncia, abdicando do ethos histórico, mas assumindo a parte mais indesejada da sua construção normativa, negativamente anunciada por toda a "Oropa, França e Bahia", na expressão macunaímica.
Hoje sobressai o malandro embranquecido que se encastelou, se capitalizou, se financeirizou e se transformou em moeda corrente da ordem vigente, intrincando inescrupulosamente as esferas política e econômica sob um enorme e simbólico abrigo: o aval silencioso da sociedade, provocador de fascínio e louvor.

Informação Adicional
Título Ricos & Malandros
Subtítulo a questão da riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade
Autor(es) Rodrigo Gava
Editora/Selo Editora UFSM
Assunto Principal Sociedade brasileira - Desigualdades Sociais - Riqueza - Brasil
Assunto Secundário Não
Origem do Livro Nacional
Coleção Não
Número de Páginas 250 pág.
Número da Edição
Ano da Edição 2021
ISBN 9786557160374
Código de Barras 9786557160374
Faixa Etária Graduação, Pós-Graduação e outros.
Idioma Português
Número do Volume ou Tomo Único
Classificação Fiscal (NCM) 49019900
Sumário

Apresentação
Uma carta à guisa de prefácio
Mapa preliminar
Considerações iniciais
Como os ricos atuam na sociedade?
Capítulo um
A desigualdade – desenho e estrutura
1.1. Conceitos e interfaces da desigualdade
1.1.1. O problema com a desigualdade
1.1.2. Desigualdade: sua natureza e suas ideias
1.1.2.1. A desigualdade e o estado de globalização

1.1.2.2. A desigualdade e o Estado neoliberal
1.1.2.3. A desigualdade e o Estado de Direito
1.2. Estrutura da desigualdade
1.2.1. Multidimensionalidade e determinantes
1.2.2. Representação e conflito de classes
Capítulo dois
A riqueza – valores e componentes
2.1. Riqueza: identidade e desmistificação
2.2. Ricos: interesses e destinos
2.3. Concentração de capitais: rendas e riquezas
Capítulo três
Os ricos – espaços e ideias
3.1. As instituições
3.1.1. Sistema político
3.1.1.1. Subsistema tributário
3.1.2. Sistema econômico
3.2. A ideologia
3.2.1. Alienação e a normalização da desigualdade
3.2.2. Meritocracia e as bases públicas da riqueza privada
3.2.3. Individualismo e a sustentabilidade de si mesmo
Capítulo quatro
A transformação socioinstitucional –
uma reconstrução experimental do Estado e
das relações sociais em face dos supercidadãos
4.1. A radicalização das instituições democráticas
como reequilíbrio dos interesses de classes: o início
4.2. A reorganização institucional da economia para enfrentamento da concentração de riqueza: um meio
4.3. A recuperação da sociedade sob o plano da solidariedade: o fim
Considerações finais
Como a sociedade deve atuar em face dos ricos?
E la nave va (posfácio)
Referências
Agradecimentos

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